
No dia 19 de junho de 2010 fizemos uma visita ao bairro Jardim Célia, com a finalidade de conhecermos melhor a realidade e história das famílias que residem no local e, desta forma, compreender mais as condições de habitação que enfrentam os moradores do bairro.
Para chegar ao Bairro utilizamos o transporte público de Uberlândia. Fomos até o Terminal Central a pé e de lá partimos para o bairro, passando pelo Terminal Planalto. Com isso percebemos a dificuldade que os moradores enfrentam praticamente todos os dias para se deslocar de suas residências, seja ao ir trabalhar, estudar, fazer compras, passear, entre outros – sobretudo porque é um bairro periférico. Para se ter uma dimensão do que verificamos, foi necessário pegarmos dois ônibus e esperar no terminal Planalto por mais de 30m, um dia com muito tempo perdido!
No bairro, nos dividimos em três grupos e cada um foi para uma localidade diferente do Jardim Célia, entrevistar os moradores. Nas entrevistas questionamos aos residentes sobre seu passado (onde e como moravam), há quanto tempo haviam se mudado, quais os principais problemas e o que de mais importante faltava no bairro, como lidavam com a questão da educação para as crianças, já que lá não há escolas, etc.
Pelas entrevistas constatamos que a maioria dos pesquisados havia conseguido a casa e se mudado há pouco tempo e o processo que enfrentaram para aquisição da casa foi demorado – entre 2 a 6 anos. Além disso, antes de se mudarem para o bairro a maioria não tinha um imóvel próprio – morava em casas alugadas, emprestadas ou com parentes -, compondo o que chamamos de déficit habitacional quantitativo.
Além do mais, quando questionados sobre o que era mais importante que fosse implantado no bairro, quase a totalidade das pessoas reivindicaram um local para atendimento médico, mesmo que seja, no início, apenas um posto de saúde – ao invés de um hospital. Isso porque sem uma unidade de saúde no bairro os moradores precisam recorrer a unidades relativamente distantes – como o UAI Planalto, o que atrasa o atendimento e, em alguns casos, pode ser crucial.
Assinalaram ainda a necessidade de maior policiamento e segurança para o bairro. Segundo os moradores a criminalidade está alta e em franco crescimento, especialmente os furtos. No mais, como uma grande parcela das pessoas entrevistadas possuíam crianças em idades escolares, ficou bastante evidente a urgência da implantação de uma instituição de ensino, sobretudo ensino fundamental na região.
Enfim, é preciso que se haja no sentido que essa parcela do déficit quantitativo que foi solucionada com a entrega de diversas casas aos cidadãos não se converta em uma outra face do déficit habitacional – o déficit qualitativo. Devemos procurar realizar ações que culminem na implantação de infra-estrutura e acesso a equipamentos públicos que ainda não existem no bairro, para que as condições de habitação sejam plenamente cumpridas.
Texto por Renata Cristina de Oliveira Guimarães






















































um trabalho muito interessante! o que mais chama a atenção é o fato dos alunos terem vivenciado o maior transporte usados por morados daquele bairro! realmente muito legal.
Esse projeto foi muito bom para nós alunos, pelo fato de vivermos uma experiência fora de nossa realidade. Conhecemos um pouco sobre os problemas vividos por uma pessoa de bairro popular, e os problemas de habitação da cidade.
O Ciência e Cidadania é um projeto admirável do Nacional, válido para proporcionar crescimento tanto no âmbito intelectual quanto pessoal. Tal trabalho também proporciona aos alunos e professores uma visão mais ampla da realidade, por uma nova perspectiva. Participo do grupo Habitação e estou bastante feliz e satisfeito por participar deste ótimo projeto.
Muito legal o projeto e iniciativa da turma. Espero que consigam agir para melhorar as condições encontradas no bairro. E parabéns pelo texto.
Muito legal o trabalho!!! O projeto de arborizar o bairro vai ser demais. Conto com voces galera
Galerinha bonita essa do projeto de Habitação.